segunda-feira, 28 de abril de 2008

Upa, Neguinho


Porque me lembra uma noite feérica. Repleta de sons, emoções, impulsos, cerveja e uma ida dispensável à Ribeira.

(eu e o Ti já não paramos de a cantar)

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dia Mundial do TEATRO

"Dás-me amor, calor, emoção, adrenalina e uma alegria imensa.
Não amo nada como te amo,
Não dependo de nada como dependo de ti
e dedico-te a minha vida...
TEATRO!"


Feliz DIA MUNDIAL DO TEATRO!! : D
(se eu não fizesse um post destes, quem mais o faria?)

domingo, 23 de março de 2008

Auto-Conversa Domingueira

-Ai, fiquei enjoada. Aquele chocolate era doce demais. Não me admira que elas tenham diabetes!
-Pudera! Acabaste de beber água por cima do chocolate. Fazes cada mistura! Ainda ontem, quase que ias sendo apanhada a comer batatas fritas de pacote por cima do leite. Eram 2 da manhã!
-Oh cala-te! É mesmo bom.
-Tu muito gostas de me mandar calar. Olha lá, o que é que estás a fazer de pijama a estas horas?
-Estou a ressacar.
-A ressacar com um dia tão bonito lá fora? E com o Sol que está?
-É o que se faz a um domingo à tarde, lê-se «Os Maias» deitada na cama desfeita enquanto se pensa no que se vai comer a seguir.
-Assim ficas potinha. Porque é que não foste passear com os teus amigos?
-Vou amanhã.
-Uh... Tens uma caneta nova, toda cor-de-rosinha e tal. Voltamos aos tempos da 'Pink Botton', foi?
-Foi o meu pai que ma deu.
-Ai, estás tão seca hoje! Nem parece teu.
-É que nem te respondo...
-O que é que estás para aí a escrevinhar?
-Anda cá ver.
(Espreita por detrás das costas o caderno desfolhado)
-Ai, não me acredito! Tu estás a escrever as conversas que tens contigo própria!
-Então tu não és o meu «grilo falante»? Como é que eles chamam?... Ah! Já sei! Consciência?
-Estás degradante, sabias?

segunda-feira, 17 de março de 2008

O Lugar




"Já é noite
E o frio está em tudo o que se vê
Lá fora ninguém sabe que por dentro há vazio
porque em todos há um espaço que por medo não se deu
onde a ilusão se esquece do que o medo não previu.

Já é noite
e o chão é mais terra para nascer
A água vai escorrendo entre as mãos a percorrer
todo o espaço entre a sombra entre o espaço que restou
para refazer a vida que o medo não matou.

Mas onde tudo morre tudo pode renascer

em ti vejo o tempo que passou
vejo o sangue que correu
vejo a força que me deu quando tudo parou em ti
Na tempestade que não há em ti
arrastei-me para o teu lugar
e é em ti que vou ficar.

Já é dia e a sombra está em tudo o que se vê
Lá fora ninguém sabe o que a luz pode fazer
porque a noite foi tão fria que não soube acordar
porque a noite foi tão dura e difícil de sara.

mas onde tudo morre tudo pode renascer

Mas eu descobri a casa onde posso adormecer
Eu já desvendei o mundo e o tempo de perder
Aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior
Aqui tudo é tão novo porque pode ser amor...

E onde tudo morre tudo volta a nascer

já é dia e a luz está em tudo o que se vê
Cá dentro não se ouve o que lá fora faz chover
...na cidade que há em ti encontrei o meu lugar
e é em ti que vou ficar. "
Tiago Bettencourt

sexta-feira, 7 de março de 2008

Um ano depois

Só hoje reparei que esta minha Lua fez um ano no passado dia 4.
Tanto já se passou.
Muitos sins e alguns nãos, novas inspirações, novos amores, o MESMO sonho, novas palavras, conversas, anseios, desabafos, canções, gritos de guerra!
Cresci, amadureci, estou a formar-me como gente.

Continuo a viver de Teatro e a andar pela Lua.

(Quem diria que no dia de um ano depois tivesse um motivo para mais inspiração?)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quem tem medo de finais felizes?

- Sempre foi mais do que "só" te despir. Tens mais do que isso, tens essência, tens pés na terra.
- E o desejo?
Levantou o sobrolho e mordeu um meio-sorriso matreiro. Fez deslizar as mãos pela cintura, puxou-a contra o seu peito, juntando harmoniosamente a camisola vermelha com o casaco bege, e beijou-lhe o pescoço, saboreando o cheiro do seu perfume.
- O desejo? Aparece-me nas pontas dos dedos enquanto te tiro as alças do vestido... ou na voluptuosidade do pestanejar no castanho dos teus olhos.
- Claro, politicamente correcto.
- E o que é que tem?
- Tens arte no sangue e sangue na guelra...
- ...tu também...
Fez de conta que não reparou, mas o ego dela subiu ligeiramente com o que considerava um elogio.
- Pões o teu charme nas palavras, já reparaste?
- Já, mas só desde aquela altura. Parece que foi há muito, não parece? O tempo passa e nós nem damos por isso...
- Se calhar até damos, mas estamos demasiado ocupados com a nossa vida para reparar. Ainda há tão pouco andavamos aí, sempre os dois, a passear (e a fazer asneiras) naquele jardim. Agora nenhum de nós está lá, ficaram as nossas saudades, e tenho quase a certeza que se alguém fizer pouco barulho e pensar em nós vai ouvir as nossas conversas sem sentido num daqueles cantos. (Sim, porque os jardins têm cantos) Tenho saudades...
- Porque a tua vida sempre foi feita de saudades, eu sei.
- Andas a ler umas coisas que não deves. - sorriu.
- Tens medo de finais felizes?
- Sei lá.
- Então porque é que inventas as conversas que vamos ter?
Nunca tinha feito essa pergunta a si mesma, poderia dizer-se que chegara a ficar com uma ponta de vergonha por tal, mas não tinha culpa. A sua imaginação era invadida por um vento de estrelas com aroma a ar e as palavras iam saltitando umas atrás das outras. Era assim que as conversas entravam na cabeça dela.
- Hum... Por causa do teu "je ne sais quoi" masculino!
A gargalhada soltou-se entre os dois. Ela passou-lhe a mão pela nuca, entrelaçou os dedos pelos cabelos dele e prendeu-o a si.
- Bem... voltando ao assunto... com que então é mais do que "só" me despir?